Na terça feira, 26, a chuva forte no final da tarde alagou diversos bairros e avenidas que não contavam com escoamento das águas de forma eficiente. Foram cinco os pontos de alagamento considerados pelo Corpo de Bombeiros como os mais perigosos.
Nas avenidas Inácio Curi e Deputado Zien Nassif, que margeiam a rodovia SP-225, a água chegou a cobrir carros. Um dos motociclistas que tentaram atravessar a "nova lagoa", José Roberto Canoas, teve de abandonar a moto. "Achei que conseguia passar, mas na metade a moto parou de pegar e 'miou'. No fim, saí no prejuízo", lamenta.
Na avenida Frederico Ozanan, que passa na frente do Cemitério, três carros pararam após a água entrar em partes elétricas. Eram dois Gols e um Corsa. Admílson dos Santos, proprietário do Corsa, tinha além de chuva, lágrimas escorrendo por seu rosto. "Eu comprei faz dois meses meu carro e agora ele já está assim?! Eu não devia ter tentado passar [pela água acumulada]".
Em outra avenida de intenso movimento, a Avenida do Café, os supermercados e demais estabelecimentos comerciais tiveram de conter a entrada das águas. Preocupados com o nível d'água que subia sem parar, os funcionários preferiram não falar com a reportagem.
No último ponto de alagamento, a avenida Dudu Ferraz, um Astra também parou após a água entrar em contato com partes elétricas. O motorista e mecânico João Garcia estava irritado com o acontecimento.
“Essa cidade não tem boca de lobo e uma aguinha que cai atrapalha a vida da gente, é um absurdo com o tanto de imposto que pagamos”, inconforma-se.
Entramos em contato com a Secretaria de Obras e Planejamento a respeito dos pontos de alagamentos, mas não houve resposta até a sexta, 28, se os lugares teriam obras por melhorias ou não.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Limpeza de terrenos no Jardim Dona Emília
Terrenos passam por limpeza pública para a retirada de entulhos e mato; quem voltar a logar lixo no local será multado
O Jardim Dona Emília teve suas primeiras casas construídas há pouco mais de dois anos, porém, a grande quantidade de terrenos e a proximidade de bairros antigos fez com que o local tivesse muitos terrenos com lixo, restos de construção e mato alto.
A aposentada Mercedes Pereira foi uma das primeiras a se mudar para o bairro. “Quando vim para cá já havia lixo nos terrenos. Você via desde pedaços de estante até restos de couro que as bancas não tinham onde jogar e aí ficavam jogando por aí. Era e continua ainda um horror!”
Segundo ela, os moradores chegaram a fazer abaixo assinados pedindo pela limpeza dos locais, "mas eles diziam que eram muito poucas assinaturas”, lamenta Mercedes. Porém, após conversarem no CEPROM, os moradores tiveram a resposta do secretário Pedro Zafra de que o lugar seria limpo em breve.
Na segunda-feira, 25, a operação de limpeza no bairro começou cedo. Foram usados três caminhões para tirar o entulho de boa parte do local. O lixo foi retirado durante todo o dia e, segundo o secretário, os proprietários do terreno haviam sido notificados.
A Secretaria arcou com o serviço e manterá fiscais ou até mesmos guardas municipais no local para que as pessoas que voltarem a jogar entulhos sejam punidas por meio de multas.
O Jardim Dona Emília teve suas primeiras casas construídas há pouco mais de dois anos, porém, a grande quantidade de terrenos e a proximidade de bairros antigos fez com que o local tivesse muitos terrenos com lixo, restos de construção e mato alto.
A aposentada Mercedes Pereira foi uma das primeiras a se mudar para o bairro. “Quando vim para cá já havia lixo nos terrenos. Você via desde pedaços de estante até restos de couro que as bancas não tinham onde jogar e aí ficavam jogando por aí. Era e continua ainda um horror!”
Segundo ela, os moradores chegaram a fazer abaixo assinados pedindo pela limpeza dos locais, "mas eles diziam que eram muito poucas assinaturas”, lamenta Mercedes. Porém, após conversarem no CEPROM, os moradores tiveram a resposta do secretário Pedro Zafra de que o lugar seria limpo em breve.
Na segunda-feira, 25, a operação de limpeza no bairro começou cedo. Foram usados três caminhões para tirar o entulho de boa parte do local. O lixo foi retirado durante todo o dia e, segundo o secretário, os proprietários do terreno haviam sido notificados.
A Secretaria arcou com o serviço e manterá fiscais ou até mesmos guardas municipais no local para que as pessoas que voltarem a jogar entulhos sejam punidas por meio de multas.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
A história de Jaú tratada com descaso

Os monumentos históricos que deveriam simbolizar o valor cultural de Jaú estão sofrendo com o tempo. Expostos à chuva e ao sol, alguns estão descascando. Outros passam por um processo ainda mais acelerado de degradação: a ação dos pombos e da população.
Quando a Praça Siqueira Campos, mais conhecida como praça da Matriz, não estava em reforma, era de praxe ver o monumento do comandante João Ribeiro de Barros cheio de coliformes fecais das aves, comuns naquele local. Não é raro encontrar também monumentos que são alvos de vandalismo.
Segundo o policial Carlos Rodrigues, que contribui com a ronda nas ruas principais da cidade, não há nada que possa prevenir essas ações. “A cidade não conta com nenhum projeto contra vandalismo. As crianças recebem instruções na escola de que não pode depredar patrimônio histórico, mas o problema não são elas, são esses adolescentes que não tem consciência do valor histórico pra uma cidade, eles simplesmente vão lá e por acharem que vão ser mais respeitados no grupo deles, eles quebram tudo, roubam”, conta o policial.
A Praça da República, mais conhecida como “Jardim de Baixo”, é rotineiramente alvo desses adolescentes. Em 2010, a placa de bronze da águia, em homenagem a todos os jauenses que foram lutar na 2ª Guerra mundial, foi roubada. Em seu lugar foi pregada uma placa em mármore, que também já está se degradando. No mesmo ano, o monumento ao soldado da Revolução de 32 foi quebrado. Ele foi reformado e inaugurado na comemoração de 9 de julho este ano.
O policial afirma que há apenas uma única forma de bloquear os atos de vandalismo. “A Polícia Militar está fazendo ronda nas principais ruas da cidade, o que ajuda a inibir não só casos de furtos, roubos, assaltos ou atividades ilícitas, como venda e uso de drogas, mas também a depredação dos patrimônios históricos”.
A secretária de Cultura e Turismo, Jaci Toffano, diz que, infelizmente, são muitos os monumentos que sofrem todos os dias com práticas nem um pouco humanas. No entanto, ela confirma a existência de um projeto que incentiva a conservação histórica com as crianças, que inclusive as leva para passeios pelas casas e demais patrimônios de Jaú sob a responsabilidade do historiador Julio Polli.
Quando a Praça Siqueira Campos, mais conhecida como praça da Matriz, não estava em reforma, era de praxe ver o monumento do comandante João Ribeiro de Barros cheio de coliformes fecais das aves, comuns naquele local. Não é raro encontrar também monumentos que são alvos de vandalismo.
Segundo o policial Carlos Rodrigues, que contribui com a ronda nas ruas principais da cidade, não há nada que possa prevenir essas ações. “A cidade não conta com nenhum projeto contra vandalismo. As crianças recebem instruções na escola de que não pode depredar patrimônio histórico, mas o problema não são elas, são esses adolescentes que não tem consciência do valor histórico pra uma cidade, eles simplesmente vão lá e por acharem que vão ser mais respeitados no grupo deles, eles quebram tudo, roubam”, conta o policial.
A Praça da República, mais conhecida como “Jardim de Baixo”, é rotineiramente alvo desses adolescentes. Em 2010, a placa de bronze da águia, em homenagem a todos os jauenses que foram lutar na 2ª Guerra mundial, foi roubada. Em seu lugar foi pregada uma placa em mármore, que também já está se degradando. No mesmo ano, o monumento ao soldado da Revolução de 32 foi quebrado. Ele foi reformado e inaugurado na comemoração de 9 de julho este ano.
O policial afirma que há apenas uma única forma de bloquear os atos de vandalismo. “A Polícia Militar está fazendo ronda nas principais ruas da cidade, o que ajuda a inibir não só casos de furtos, roubos, assaltos ou atividades ilícitas, como venda e uso de drogas, mas também a depredação dos patrimônios históricos”.
A secretária de Cultura e Turismo, Jaci Toffano, diz que, infelizmente, são muitos os monumentos que sofrem todos os dias com práticas nem um pouco humanas. No entanto, ela confirma a existência de um projeto que incentiva a conservação histórica com as crianças, que inclusive as leva para passeios pelas casas e demais patrimônios de Jaú sob a responsabilidade do historiador Julio Polli.
