Quem sofre algum tipo de abuso físico, não fica sozinho, recebe todo um acompanhamento. O Conselho Tutelar é um entre tantos que dão apoio às vítimas e aos seus familiares.
O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente foi criado pela Constituição Federal de 1988 para garantir os direitos dos menores. Em Jaú, foi criado em 1990 com o intuito de aumentar o número de denúncias dos casos de exploração e abuso infantil, visto que, a maioria das famílias temia denunciar e ser reconhecido.
A professora, Milena Muller Magrini, que integrou o grupo de Conselheiros, disse que “o Conselho acompanha em geral o bem estar da família e da criança, pra não deixar eles desamparados. E também se preocupa em ver se a mãe está levando a criança no psicólogo certinho ou não.”
Mas o comportamento das crianças pode variar de uma para outra, modificando o procedimento a ser adotado. Cada Órgão faz uma abordagem, pois, como afirma Magrini, “tem umas crianças que falam tudo direto e já tem outras que são mais reservadinhas, que tem vergonha porque já ouviu falar que mexer em certas partes do corpo é coisa feia de se fazer, e daí elas ficam constrangidas. A gente tem brinquedos pra deixar as crianças numa situação mais confortável para, em uma conversa informal, consigamos informações dela.”
Como no Conselho Tutelar as denúncias podem ser feitas através do telefone de forma anônima, algumas pessoas mentem para conseguir privilégios, como em casos de pais separados na qual um deles faz uma denúncia por causa de ciúmes, porque não quer ficar sem os filhos. Entretanto, quando recebem a informação de entrar em contato com a Polícia, eles desistem, pois sabem que correm risco de serem presos por perjúrio.
No entanto, o Conselho averigua todas as denúncias feitas, mesmo as inverídicas, já que há ocorrências em que vizinhos denunciaram pessoas envolvidas com o tráfico e temiam ser tornar vítimas também.
As denúncias podem ser feitas pelo telefone (14) 3624-6404 e não é preciso identificação. Contudo, eles contam com seu bom senso!
sábado, 4 de junho de 2011
Corrida contra o tempo
É triste a realidade, mas isso não quer dizer que não temos de ficar apenas olhando. Se houve algum caso de abuso sexual infantil, denuncie!
Muitas famílias demoram para denunciar o crime, expondo a criança ainda mais ao trauma sem tratamento especial. Portanto, quando a denúncia chega na Delegacia, o caso é encaminhado para a Delegacia da Mulher o quanto antes. Lá são feitas a perícia e investigação.
Conforme Ana Paula Siqueira, Delegada da Mulher de Jaú, “se o caso for dado como certo de que houve abuso sexual, nós tomamos frente e fazemos todo o acompanhamento da criança e da família”.
Cada Órgão municipal trabalha de um modo com o caso, abordando da melhor forma possível, tanto para a família quanto para as pessoas de fora envolvidas no fato. No caso da Delegacia da Mulher, “conversamos com a criança em uma sala cheia de brinquedos, estimulando ela a nos dar as respostas que queremos, mas sempre do jeitinho delas, nós nunca forçamos a criança a falar, se fizéssemos isso, nós é que seríamos os vilões”.
Na opinião da Delegada Siqueira, a psicóloga também tem papel determinante em casos infantis, pois dá uma base para a família e para a criança, dá algo que eles podem recorrer.
Muitas famílias demoram para denunciar o crime, expondo a criança ainda mais ao trauma sem tratamento especial. Portanto, quando a denúncia chega na Delegacia, o caso é encaminhado para a Delegacia da Mulher o quanto antes. Lá são feitas a perícia e investigação.
Conforme Ana Paula Siqueira, Delegada da Mulher de Jaú, “se o caso for dado como certo de que houve abuso sexual, nós tomamos frente e fazemos todo o acompanhamento da criança e da família”.
Cada Órgão municipal trabalha de um modo com o caso, abordando da melhor forma possível, tanto para a família quanto para as pessoas de fora envolvidas no fato. No caso da Delegacia da Mulher, “conversamos com a criança em uma sala cheia de brinquedos, estimulando ela a nos dar as respostas que queremos, mas sempre do jeitinho delas, nós nunca forçamos a criança a falar, se fizéssemos isso, nós é que seríamos os vilões”.
Na opinião da Delegada Siqueira, a psicóloga também tem papel determinante em casos infantis, pois dá uma base para a família e para a criança, dá algo que eles podem recorrer.
A realidade do abuso sexual
Se dia 18 de maio é a data Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual das Crianças e dos Adolescentes, hoje, dia 04 de junho é a data reservada em respeito à criança vítima de agressão.
Infelizmente, a agressão física e sexual contra uma criança é a realidade de muitas famílias. No entanto, uns denunciam, outros não. Mesmo assim, toda a estrutura familiar fica abalada, afinal de contas, o perigo está em casa!
Apesar da falta de segurança, qualquer assunto que remeta à algo íntimo, como sexo por exemplo, é mal visto por muitas das famílias até hoje. O abuso ou exploração sexual é algo paralelo à sociedade, mas não é pautada com frequência nos assuntos familiares, ficando a cargo da imprensa educar e informar.
A doutora em Sociologia e professora de Filosofia das Faculdades Integradas de Jaú, Grasiela Lima, é uma das pessoas que divulga casos de agressões às crianças. “No caso do nosso país, a violência doméstica e intra-familiar contra crianças é o que mais acontece. Nesse sentido, as famílias não tem se constituído como um lugar seguro para elas. Compromete-se, a partir daí, todo nosso futuro, pois as crianças que são socializadas em ambientes violentos reproduzem estas relações violentas na adolescência”, ela conta.
Mas, o problema não para na infância. Há também de se preocupar quando estas crianças forem adultas, já que podem apresentar uma série de comprometimentos psicológicos.
Na cidade de Jaú não há muitos casos denunciados, pois, se comparada às outras cidades que há índices altos, Jaú tem uma infra-estrutura e uma base educacional melhor, o que previne este ato.
Para Lima, os “agressores de crianças cometem diferentes crimes contra as mesmas, e o fazem por desconhecer ou desprezar as leis e as normas sociais. Poucos apresentam comprometimentos psicológicos ou psiquiátricos.” Mesmo assim, como em qualquer outro, e nesse mais do que os demais por ser algo contra a criança, a professora conclui. “Sendo assim, devem responder por seus crimes”, conta.
A doutora em Sociologia, Grasiela Lima,
ao centro após pausa na Marcha pelo
centro de Jaú
Marcha em Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, em parceria com o Conselho Estadual dos Direito da Criança e do Adolescente, o CONDECA, em 2010. No ocasião, professores, funcionários e alunos das Faculdades Integradas de Jaú foram às ruas principais de Jaú em busca de conscientização a partir das pessoas.
Apesar da falta de segurança, qualquer assunto que remeta à algo íntimo, como sexo por exemplo, é mal visto por muitas das famílias até hoje. O abuso ou exploração sexual é algo paralelo à sociedade, mas não é pautada com frequência nos assuntos familiares, ficando a cargo da imprensa educar e informar.
A doutora em Sociologia e professora de Filosofia das Faculdades Integradas de Jaú, Grasiela Lima, é uma das pessoas que divulga casos de agressões às crianças. “No caso do nosso país, a violência doméstica e intra-familiar contra crianças é o que mais acontece. Nesse sentido, as famílias não tem se constituído como um lugar seguro para elas. Compromete-se, a partir daí, todo nosso futuro, pois as crianças que são socializadas em ambientes violentos reproduzem estas relações violentas na adolescência”, ela conta.
Mas, o problema não para na infância. Há também de se preocupar quando estas crianças forem adultas, já que podem apresentar uma série de comprometimentos psicológicos.
Na cidade de Jaú não há muitos casos denunciados, pois, se comparada às outras cidades que há índices altos, Jaú tem uma infra-estrutura e uma base educacional melhor, o que previne este ato.
No entanto, nos casos ocorridos, apresentam semelhanças com casos nacionais e internacionais. Geralmente são pessoas próximas à criança (pai, tio ou amigo da família) que cometem esses crimes, muitas vezes, sem pensar na consequência.
Para Lima, os “agressores de crianças cometem diferentes crimes contra as mesmas, e o fazem por desconhecer ou desprezar as leis e as normas sociais. Poucos apresentam comprometimentos psicológicos ou psiquiátricos.” Mesmo assim, como em qualquer outro, e nesse mais do que os demais por ser algo contra a criança, a professora conclui. “Sendo assim, devem responder por seus crimes”, conta.A doutora em Sociologia, Grasiela Lima,
ao centro após pausa na Marcha pelo
centro de Jaú

